Em certa ocasião, o Apóstolo Paulo escreveu à
Igreja que estava em Coríntios: “Alimpai-vos, pois do fermento
velho, para que sejais uma nova massa, assim como estais sem
fermento. Porque Cristo, nossa páscoa, foi sacrificado por nós”.
Eis aí o sentido de celebrarmos a Páscoa: A
Morte e Ressurreição de Jesus Cristo, Nosso Senhor.
A sua morte implica na salvação de todos
os que creem Nele, cujo sacrifício nos liberta do poder do pecado,
do mal, do inferno e do juízo que virá sobre todos os homens, para que Nele
possamos desfrutar da eternidade com o próprio Deus. No tocante à estas
verdades, citamos dois grandes homens contidos nas
Escrituras:
O Profeta João Batista, que testificou: “Eis o
Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo.” (Jo. 1:29)
Jesus é o Cordeiro provido por Deus que foi
sacrificado em lugar dos pecadores que têm fé Nele. Pela sua morte,
Jesus fez plena provisão para remoção da culpa e do poder do
pecado, abrindo-nos o caminho da reconciliação, da amizade e da paz com Deus.
O Apóstolo Pedro afirmou: “sabendo que não
foi com coisas corruptíveis, como prata ou ouro, que fostes
resgatados da vossa vã maneira de viver que, por tradição,
recebestes dos vossos pais, mas com o precioso sangue de Cristo, como
de um cordeiro imaculado e incontaminado.” (I Pe. 1: 28-29)
Qual o preço para alcançarmos tão grande e
generosa reconciliação?
Aqui, um breve parêntese “não é com prata,
não é com ouro, não é com pedras preciosas ou bens materiais, que
muitas vezes corrompem o coração dos homens”, mas,
exclusivamente, pelo precioso sangue de Jesus Cristo, que para o Pai
é puro, santo, imaculado e incontaminado. Portanto, a reconciliação
com o Pai obtém-se pela fé, gratuitamente, em Jesus Cristo. Porém, o preço pago por este privilégio dado aos homens (Graça de Deus) foi
muito alto, ou seja, com a sua morte, e morte de cruz.
“E Quando Jesus tomou o vinagre,
disse: Está consumado! E, inclinando a cabeça, entregou
o espírito”. (Jo. 19:30)
Essas últimas palavras de nosso Senhor – “Está
consumado!” – poderiam ser traduzidas por: “Está
concluído!”, “Está feito!”, “Acabou!” O Cordeiro Pascoal
foi imolado, o preço foi pago, o Caminho está aberto, para todo aquele que Nele crê. Aleluia!
Entretanto, a morte que amedronta todos os homens
não foi capaz de reter, prender, segurar no sepulcro o Autor da Vida
além de três dias, como Ele mesmo tinha dito aos seus discípulos. No domingo, logo pelas primeiras horas, Jesus Cristo
ressuscitou, e agora, está assentado à direita do seu Pai,
eternamente, vivo e com todo o poder, sempre intercedendo por todos os homens, pois somente Ele é digno disso.
“E estando atemorizadas e abaixando
o rosto para o chão, eles lhe disseram: Porque buscais o vivente
entre os mortos? Não está aqui, mas ressuscitou. Lembrai-vos como
vos falou, estando ainda na Galiléia”. (Lc. 24:5-6)
Que nesta Páscoa, possamos tomar a firme decisão
de nos limpar do fermento velho, das práticas contrárias à vontade
de Deus, que sejamos espiritualmente renovados, como uma massa
nova, sem fermento, sem pecado, sem malícia, mas com um coração
puro, bondoso, obediente e cheio de fé reflitamos sobre o imenso amor de Deus para
conosco, porque Cristo, nossa Páscoa, foi sacrificado por nós.
Sola Scriptura.
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